Valores a Receber: R$ 4,3 bilhões esquecidos por 24 milhões
Quase 24 milhões de brasileiros têm R$ 4,3 bilhões a receber.
Cerca de 24 milhões de pessoas possuem um total de R$ 4,3 bilhões a receber, de acordo com dados do Banco Central. Essa quantia representa valores esquecidos em diversas instituições financeiras, sendo os bancos os maiores responsáveis. O programa que permite o resgate desses valores tem mostrado crescente movimentação, com um montante total disponível que já chega a R$ 5,796 bilhões.
O Banco Central informou que no início do programa foram R$ 5,649 bilhões disponíveis em julho, um aumento significativo nos últimos meses. R$ 16,466 bilhões já foram devolvidos a consumidores de bancos, cooperativas e outras instituições financeiras desde o lançamento do programa. Esse resgate é importante para auxiliar financeiramente uma parcela expressiva da população.
Da totalidade das pessoas com valores a receber, aproximadamente 23.944.854 são consumidores pessoa física, que têm em média R$ 4,311 bilhões para resgatar. Para as empresas, 2.361.698 também poderão recuperar cerca de R$ 1,484 bilhões. Essa situação evidencia a amplitude do problema do ‘dinheiro esquecido’ nas instituições financeiras.
O aumento nos valores disponíveis para resgate e na quantidade de pessoas afetadas reafirma a importância da divulgação do programa e de suas diretrizes. Muitos cidadãos ainda desconhecem que possuem essas quantias esperando por eles, e a ferramenta de consulta do Sistema de Valores a Receber (SVR) é essencial para garantir que esses valores voltem para os consumidores.
Montantes e repartição dos valores esquecidos
Atualmente, o Banco Central (BC) reporta que existem R$ 5,796 bilhões disponíveis para saque, um aumento em relação ao montante de R$ 5,649 bilhões registrado em julho. O total de valores a receber já devolvidos desde o início do programa atinge a cifra de R$ 16,466 bilhões. Essas quantias correspondem a valores que foram esquecidos por consumidores em diversas instituições financeiras, como bancos, cooperativas e administradoras de consórcios.
A concentração dos valores a receber é maior nos bancos, que acumulam R$ 2,459 bilhões. Em seguida, estão as administradoras de consórcios, com R$ 1,967 bilhões, e cooperativas, com R$ 805 milhões. As instituições de pagamento somam R$ 369 milhões, enquanto financeiras e corretoras de valores acrescentam R$ 121 milhões e R$ 68 milhões, respectivamente. Além dessas, outras instituições financeiras totalizam R$ 5 milhões.
Em termos de faixa de valores, a análise revela que aproximadamente 69,44% das quantias a serem recebidas não excedem R$ 10. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 18,95%, enquanto entre R$ 100,01 e R$ 1.000 estão apenas 9,39%. Apenas 2,21% dos consumidores têm valores a receber que superam R$ 1.000, revelando que a maior parte das restituições são de valores baixos.
Como consultar e solicitar o resgate
Para descobrir se você tem valores a receber, é necessário acessar o Sistema de Valores a Receber (SVR). O interessado deve entrar no site do sistema, clicar na opção de consulta e inserir o CPF junto com a data de nascimento. É importante destacar que também é possível realizar a consulta para verificar valores em nome de familiares falecidos.
Caso a consulta confirme a existência de valores a receber, o próximo passo envolve acessar novamente a página do SVR. É fundamental que o usuário possua uma Conta gov.br de nível prata ou ouro para seguir adiante. Após efetuar o login, o usuário precisará selecionar uma chave Pix e fornecer seus dados pessoais, guardando o número de protocolo, que será útil para futuros contatos com a instituição financeira.
O prazo para a realização do pagamento dos valores a receber pode variar, especialmente quando realizado via Pix, com um tempo de espera de até 12 dias úteis. Os métodos de pagamento restantes dependem da política da instituição financeira. É imprescindível que os herdeiros que consultem os valores a receber em nome de pessoas falecidas utilizem o CPF e a data de nascimento do falecido, sendo necessário aceitar um Termo de Responsabilidade para acessar os dados de terceiros.


